Produtora HAL Laboratory
Ano 1991
Não
sou grande conhecedor de jogos da HAL
Laboratory além da bolinha rosa mais famosa do mundo, Kirby. Foi assim,
quase que por acaso que notei o quanto o box art de um certo jogo me lembrou
muito meu amigo de Dream Land – e não era que o jogo era da HAL mesmo? Trax, um diferente shooter que vai agradar muito os jogadores menos
experientes por possuir pouca dificuldade e um bom level design. O jogo é
bastante agradável e nessa resenha de fevereiro pretendo apresenta-lo a você
amigo leitor.
Cansado
de shumps estilo arcade Sega papa-ficha? Você não aguenta mais jogar
pela 15ª vez a primeira fase (e não passar!) daquele maldito/bendito game de
“navinha” que todo mundo fala? Não afirmo que seus problemas acabaram mas
talvez seja hora de você relaxar na frente do portátil com Trax, a minha dica para esse mês. Nada de mortes ao acaso ou tiros a
torto e a direito que te encurralam nos cantos sem deixar saída. Gosto de
pensar em Trax como um shump justo.
Os comandos respondem bem; há uma boa disposição de upgrades para o armamento
de seu tanque (e sim, você controla um tanque, apesar de rosa redondo);
itens de restauração de energia espalhados pelas fases; desafio razoável;
possibilidade de recuperação; chefes pentelhos que vão exigir alguma
movimentação; e, gráficos agradáveis.
Como
eu adiantei, em Trax controlamos um tanque
que trafega em meio a florestas, pradarias, complexos industriais, cidades e
cavernas. Como armamento principal nosso tanque tem um sistema revolucionário
que permite ao canhão um giro de 360°, explicando melhor: uma linha de tiro capaz
de acertar inimigos ou obstáculos em qualquer direção. Essa
versatilidade permite até que o jogador prossiga em uma direção e descarregue sua munição no sentido oposto. Outro ponto interessante, foi a HAL alternar níveis com progressão lateral e vertical - e às vezes
uma mesma fase possui muitas alterações nessa mecânica de progressão, o que
confere ao game um pouco mais de ação.
Os
inimigos são muitos. A grande sacada foi possibilitar ao veículo essa livre
movimentação e um ângulo de tiro generoso. E se prepare, pois os inimigos vão
surgir de todos os cantos possíveis em número e quantidade para deixa-lo
atordoado em muitos momentos. Não raro o jogador ficará em dúvida para que lado
seguir já que a ação se desenrola por todos os lados.
Por
mais que o jogo tenha suas qualidades duas coisas devem ser ditas. Primeiro, o
game é muito, mas muito fácil até para quem não é muito fã do gênero. Em
algumas fases a disposição de itens de recuperação de energia (os galões de
combustível) é farta demais. Isso sem falar nos power ups para o canhão que é
encontrado com muita facilidade também (dependendo do lugar dá pra escolher
qual utilizar daquele ponto em diante).
Em
segundo lugar, o slowdown. Esse é de matar. Não dá pra não notar o esforço do
seu tanque em se livrar de alguns inimigos que "passeiam" em câmera lenta. Não
consegui entender se o efeito é em virtude da quantidade exagerada de inimigos,
tiros e explosões ou se há algum erro na programação. Até porque, a HAL é a mesma produtora dos excelentes
Kirby’s Dream Land 1 e 2 que
não deixam em nada a desejar nesse ponto.
Agora
vamos as qualidades. Ainda que bem fácil, o progresso no jogo agrada. A
ambientação muda muito de uma fase para outra e o traço utilizado nos cenários
não é de todo o mal. Existe uma boa variedade de munição que pode safar a sua
máquina de maus bocados. Além disso, a barra lateral (a energia vital) é bem
generosa, ocupando quase metade da tela. Ah! E ainda temos o modo batalha, no
melhor estilo um contra um que suportava até quatro jogadores por meio do Cabo Link. Mas confesso que achei bem divertido jogar sozinho contra
os demais tanques-robô.
Por
esses e outros motivos, considero Trax um bom game: fácil, divertido e perfeito
para quem tem pouco tempo e quer se distrair.
Um
abraço e até o mês que vem!




